Feliz? Doloroso? Insolente? Darwin tentava determinar quais eram as emoções universais – se isso realmente existir – e o que as modificava culturalmente. O resultado da experiência foi o livro de “A Expressão Das Emoções no Homem e nos Animais”.
Felizmente, a Universidade de Cambridge retomou o projeto do ponto onde Darwin deixou. Eles estão recriando o estudo utilizando as mesmas imagens em uma plataforma on-line.
Sim, essas imagens parecem com retratos do anuário de um sanatório. Mas as avaliações de mais de 18 mil participantes já foram computadas e o projeto pode realmente produzir resultados defensáveis.
E o interessante é que eles incluem uma dimensão onde Darwin não tinha a mínima intenção.
“Descobrimos diferentes vocabulários emocionais e repertórios de diferentes períodos”, diz pesquisador associado Cambridge Paul White.
Por exemplo, enquanto na época de Darwin os seus amigos percebiam a emoção transmitida em uma imagem de “dureza”, hoje as pessoas descrevem a imagem como “entediado”, uma palavra que em 1800 só descrevia o que você poderia ter feito com um pedaço de madeira.
Emoções, verifica-se, variam não só culturalmente, mas também cross-historicamente. Você pode dizer que eles evoluíram, e isso é fantástico!
