Três pilotos sobreviveram a quedas livres de cerca de 20.000 pés (6.000 m) sem um paraquedas na Segunda Guerra Mundial; Tenente I. M. Chisov foi um piloto de bombardeio russo, Sgt. Alan Magee era um atirador americano em um B-17, e o Sgt.
Nicholas Alkemade era um atirador britânico em um bombardeiro Lancaster. Estima-se que uma pessoa caindo na posição “caixa” alcance uma velocidade terminal de cerca de 200 km/h (120 mph) depois de uma queda de somente 1.000 pés (300 m), ou seja, os 19.000 pés (5.700 m) de queda que eles sofreram não tornaram estas quedas mais perigosas, exceto pelo fato da falta de oxigênio em altas altitudes.
Os três homens perderam a consciência durante suas quedas, e dois deles aterraram em terrenos cobertos com neve profunda, o que provavelmente foi um fator decisivo para a sobrevivência de suas quedas.
Vesna Vulović, uma aeromoça da Yugoslávia, sobreviveu de uma queda de 10.160 m (33.330 pés) quando o avião DC-9 em que ela estava viajando explodiu sobre Srbská Kamenice, Checoslováquia, em 26 de Janeiro de 1972. Ela manteve-se presa no seu assento de hospedeira na cauda do avião, que se manteve preso aos banheiros.
Estas partes do avião caíram numa montanha coberta de neve. Acredita-se que uma bomba terrorista tenha sido a causa da explosão. Vulović quebrou as duas pernas e ficou 27 dias em coma e temporariamente paralítica. Nenhum outro passageiro sobreviveu à queda.Histórias sobre russos soltando tropas sem paraquedas durante a Segunda Guerra Mundial foram provavelmente fabricadas.
Foi noticiado que duas das vítimas do atentado de Lockerbie sobreviveram um período curto após atingirem o chão, mas morreram por terem graves lesões antes da ajuda chegar.Em Dezembro de 2006, Michael Holmes, um paraquedista Britânico, sobreviveu de uma queda de 13.000 pés (3.962m) quando o seu paraquedas principal e também o de reserva falharam na abertura.
Ele caiu na Nova Zelândia, num arbusto de amora-silvestre, e apenas quebrou o tornozelo e perfurou um pulmão. O seu pára-quedas emaranhado deve ter causado um certo arrasto (resistência) que o preveniu de atingir sua velocidade terminal normal.
Como parte do Projecto Excelsior, em 16 de Agosto de 1960, Joseph Kittinger quebrou o recorde de queda livre mais demorada (4 minutos e 36 segundos) e de velocidade máxima (988 km/h), antes de ele abrir seu paraquedas a cerca de 5.500m (18.000 pés). Kittinger pulou de um balão de hélio especialmente construído a uma altitude de 31.300m (102.800 pés), o que também lhe deu os recordes de mais alta ascensão em um balão e mais alto salto de paraquedas.
Alguns dizem que o salto de Kittinger não foi uma queda livre real, já que ele usou um pequeno paraquedas para estabilizar sua queda e seu salto era para fins militares. Kittinger teria percorrido então cerca de 25.800m de queda livre.
De acordo com o Guinness Book of Records, Eugene Andreev (USSR) detém o recorde oficial da FAI (Federação Aeronáutica Internacional) de maior queda livre. No dia 1 de Novembro de 1962, perto da cidade de Volsk, Andreev percorreu a distância de 24.500m, depois de pular de uma altitude de 25.458 m (83.523 pés) e só abrindo seu paraquedas a 958m do solo. Andreev aterrisou com segurança perto da cidade de Saratov.
No dia 14 de Outubro de 2012 o recorde de maior altitude foi quebrado pelo paraquedista austríaco Felix Baumgartner que saltou de uma altitude de aproximadamente 39 quilómetros. O salto fez parte do projeto Red Bull Stratos. Marcado para o dia 9 foi, devido às condições atmosféricas, adiado 2 vezes (primeiro para dia 12 e depois para o dia 14), Felix saltou de uma cápsula levada por um balão à estratosfera por volta das 15:05 (horário local de Roswell-EUA).
A subida demorou 150 minutos. Para saltar, ele teve de respirar oxigênio puro para eliminar o nitrogênio de seu sangue, que poderia se expandir a grande altitude e com isso ameaçar sua saúde. Com o sucesso do salto, o austríaco afirmou que quer “inspirar a próxima geração”.
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